Punho de Ferro – 2ª Temporada | Crítica

Saiba o que o Geekable achou da segunda temporada da série.

A segunda temporada de Punho de Ferro trouxe novos elementos da mitologia do herói para a série. Mas, será que foi bom?

Punho de Ferro foi massacrada em 2017, quando teve sua primeira temporada lançada pelo Netflix. A crítica e os fãs detonaram a série por conta da trama fraca e da falta de elementos que fazem a fama das séries da Marvel pelo serviço de streaming.

Este ano, a segunda temporada foi lançada, e com saída do showrunner Scott Buck, também responsável pela ainda mais criticada Inumanos, da ABC, as coisas pareceram melhorar bastante… Mas, será mesmo?!

A Netflix nos liberou os primeiros episódios da segunda temporada, e nós aguardamos até a liberação de todos os episódios para darmos nosso veredito sobre a temporada!

Veja a seguir!

Punho de Ferro – 2ª Temporada | Crítica

Após uma participação divertida e revigorante na segunda temporada de Luke Cage, Finn Jones retorna como Danny Rand, mostrando uma versão muito mais equilibrada do personagem e pronta para enfrentar qualquer desafio.

Punho de Ferro
© Netflix/Marvel Television

Entretanto, a segunda temporada traz, já no primeiro episódio, elementos que desequilibram o estado emocional de Danny. E esses elementos são o que movem a trama da temporada toda, o que pode soar repetitivo – e até chato – para quem achou que o personagem fosse seguir em um caminho mais tranquilo e divertido.

Ainda que o personagem adquira um tom mais dramático ao longo dessa nova fase, similar ao da primeira temporada, é preciso notar que houve uma melhora considerável, tanto nas questões emocionais de Danny (e como o ator Finn Jones reage a elas) quanto na forma como a história é desenvolvida. Isso tudo pode ser associado à redução da quantidade de episódios, que passou de 13 para 10.

O rival do Punho de Ferro retorna

A nova temporada também traz o retorno de Davos, personagem vivido por Sacha Dwahan. O “irmão de K’un Lun” agora é o antagonista da vez. Decisão acertada, visto que o final da última temporada deixou um gancho interessante para isso, e a importância do vilão na mitologia do Punho de Ferro é enorme também nos quadrinhos.

Entretanto, o destaque não fica com Danny, Davos ou mesmo os irmãos Joy e Ward Meachum, que retornam com uma dinâmica muito diferente da primeira temporada, – quem realmente brilha aqui é Jessica Henwick, que retorna como Colleen Wing, além de Simone Missick, que tem uma grande participação como Misty Knight.

Danny e Colleen estão melhores do que nunca

Apesar disso, há equilíbrio nos holofotes: tanto Colleen quanto Danny têm seus momentos durante toda a temporada – e tudo isso resulta em um ótimo arco para os personagens.

Punho de Ferro
Jessica Henwick e Finn Jones como Colleen Wing e Danny Rand 
© Netflix/Marvel Television

Essas não foram as únicas melhorias da série, já que as coreografias também ganharam um upgrade. Clayton Barber, o coreógrafo de Pantera Negra, do Marvel Studios, é o responsável por coordenar as cenas de luta. Essa não foi a única inclusão do Universo Cinematográfico, que parecia cada vez mais distante da TV até a última temporada de Jessica Jones. Ainda não tivemos a Torre dos Vingadores ou qualquer aproximação de datas e cronologia, mas um personagem da segunda temporada vem de Sokovia, o que traz aquela sensação de que “está tudo conectado”, ainda que a realidade não seja bem assim.

Agora, sem a ladainha de Imortal Punho de Ferro, o Inimigo Jurado do Tentáculo, Danny embarca em uma jornada em busca do significado real do Punho de Ferro – o que é esse poder e por que ele o tem? O que o torna tão poderoso e como controlá-lo?

Se antes o Punho de Ferro destruía ambientes inteiros, aqui vemos Danny controlar seus efeitos aos poucos, determinando a força que coloca em cada um de seus golpes. Ainda estamos longe de ver lutas de artes marciais como o personagem deveria apresentar, mas, se considerarmos o ambiente “pé no chão” dos personagens da Marvel na Netflix, Danny Rand está se saindo muito bem.

Ainda falta ação e poder, mas a dinâmica está sensacional!

A trama não está arrastada e os personagens possuem ótimos arcos – exceto alguns coadjuvantes que poderiam ter tido mais tempo de tela. Além disso, as referências aos quadrinhos estão por toda a parte, incluindo uma das cenas finais, que já traz um gostinho do que está por vir na terceira temporada de Punho de Ferro, e que também pareceu extremamente desnecessária, pois poderá causar confusão nos espectadores e soou um pouco acelerada (entenda forçada) para o momento, mas não deixa de ser um agrado para os fãs mais assíduos dos quadrinhos.

Ao final, o Punho de Ferro mostra que é mais um sinal de recuperação das séries da Marvel pela Netflix, que entraram em um nível de decadência surpreendente após Jessica Jones (Luke Cage ainda valeu a pena). Devo dizer que foi frustrante ver o resultado final de Os Defensores, visto que os quatro primeiros episódios foram ótimos. O mesmo vale para Jessica Jones, que retornou em uma temporada fraca e com momentos MUITO arrastados. 

Matt Murdock é quem move Danny Rand a proteger Nova Iorque

O Demolidor é o personagem que ajuda a colocar a trama em movimento, mesmo sem estar presente. Danny cita o herói como um exemplo e como o que o motiva a continuar protegendo Hell’s Kitchen.

Seja por conta do protagonista ou do coadjuvante, Punho de Ferro chega para tirar, de uma vez por todas, o gosto amargo na boca dos fãs e continua pavimentando o caminho para a terceira temporada de Demolidor, que estreia no final de outubro.