Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar | Crítica

Em 2003, o quase desconhecido filme de piratas estreou nos cinemas, conquistando uma legião de fãs. Quase duas décadas depois, a franquia ainda consegue algum fôlego nas bilheterias.
O Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) retorna mais uma vez para se aventurar pelos mares agitados, enfrentar piratas fantasmas e beber mais e mais garrafas de Rum!
Dessa vez o nosso querido capitão tem que enfrentar um velho inimigo há muito esquecido, Salazar (Javier Bardem), que agora, livre da Caverna Sinistra que amaldiçoou sua tripulação, busca vingança contra seu velho inimigo.
Logo de cara somos apresentados ao jovem Henry Turner (Brenton Thwaites), o filho de Will Turner (Orlando Bloom), capitão do amaldiçoado Holandês Voador, que busca livrar seu pai desse fardo e está à procura do mítico Tridente de Poseidon em águas perdidas.
Carina Smyth (Kaya Scodelario), uma jovem cientista que é acusada de bruxaria, tenta se livrar de ir para a forca para dar início à sua missão e encontrar o mapa secreto descrito em um diário, dado a ela por seu pai desaparecido.
Os caminhos destes jovens personagens acabam cruzando com os do Capitão Jack Sparrow, que surge para a audiência em uma das cenas mais engraçadas e impossíveis já vista em todos os filmes da saga.
A trama volta às suas origens, trazendo mais uma vez a magia e os segredos dos mares desconhecidos. É impossível não sentir a nostalgia já que muitos dos elementos dos filmes passados retornam para essa nova aventura ser contada. E por falar em voltar às origens, Johnny Depp encarna seu personagem mais uma vez após seis anos de pausa. Fica visível que o ator já não tem o mesmo fôlego de quando viveu Jack Sparrow pela primeira vez.
A trama segue a mesma fórmula do primeiro filme, a Maldição do Pérola Negra (2003), o que funciona totalmente para os fãs da saga, que sabem os passos que se seguem ao longo do filme.
O novo casal da película não mostra tanta química quanto Will Turner e Elizabeth Swann (Keira Knightley). Apesar disso, os dois desenvolvem papéis cruciais para a nova aventura.
Javier Bardem, em uma grande atuação, é um dos vilões mais cativantes da saga, sua vilania chega a ser caricata, pois não esconde sua maldade e sua motivação é clara: destruir aquele que o derrotou. A sua maquiagem, somada aos efeitos visuais, é tão memorável quanto Davy Jones e Barbosa em suas formas amaldiçoadas. Os efeitos visuais do filme são equilibrados, mas incríveis. Principalmente nas cenas de batalha em alto mar. O 3D funciona bem e diverte nas cenas de ação.
Toda a arte do filme segue sendo impecável com maquiagem e figurinos marcantes e críveis, mais uma vez a Disney acerta nesse quesito.
Piratas do Caribe: a Vingança de Salazar não apresenta nada novo à saga, a não ser a oportunidade de vermos Jack Sparrow jovem, matando a curiosidade de muitos que se perguntavam como seu nome era tão conhecido pelos mares do caribe.
Piadas, e trocadilhos de piratas sujos e trapaceiros continuam a arrancar risadas da audiência. Fora isso, o filme funciona como uma homenagem ao primeiro filme, que marcou época no início da década passada.