Oeste Sem Lei | Crítica

Dirigido por John Maclean, Oeste Sem Lei é um filme do gênero Western, que chegou ao Brasil em maio deste ano.

“Quem não gosta de filmes de Bang bang?” Pensei quando chegou em minha mesa a missão de assistir Oeste Sem Lei.
Muito famosos no passado, os filmes de velho oeste sofreram uma decadência e são hoje menos frequentes. Existem filmes belos e os não tão interessantes; em qual categoria este filme se enquadra, você saberá nas próximas linhas.
Vejo certa dificuldade por parte de diretores e cineastas em ambientar o velho oeste no estilo de cinema dos dias de hoje. Seus maiores erros se devem a clichês; da mesma forma que levam a glória ao fazer cenas e mitos diferenciados do que já vimos diversas vezes.
Vamos ao filme: Oeste Sem Lei segue Silas, o cowboy e Jay Cavendish, que está em busca de sua amada, saem juntos em uma aventura por terras desconhecidas, carregadas de sofrimento e conflitos.
O filme mostra, logo em suas primeiras cenas, as ações indignas de homens em busca de seus objetivos. Trata-se de um lugar onde há momentos em que você acha que poderia confiar em alguém, e aí é traído ou roubado.
Os cenários e figurinos são detalhados de forma impecável, e a trilha sonora aumenta a imersão de uma época distante, mas não necessariamente ao “velho-oeste”.

O TIRO NO PÉ DE OESTE SEM LEI

O filme se aprofunda bem na história e passado recente de Jay (Kodi Smith McPhee), mas falha ao trazer poucos detalhes do cowboy fora-da-lei (Michael Fassbender). E mais: Isso mudaria muito a qualidade do filme, pois há a impressão da história ser rasa justamente por causa desse detalhe; um personagem é detalhado, o outro “criado de última hora”.
O filme tem “pressa”, finalizando antes de bater 80 minutos contínuos. Mais dez minutos de filme seriam suficientes para amarrar melhor a trama e encaixar as peças do quebra-cabeça.

DIVERSÃO PARA O FIM DE SEMANA

O longa surpreende pelo final anti–clichê. Certamente seria um filme memorável, caso a história de certos personagens tivesse sido melhor explorada. Queria ter visto a relação do vilão e do cowboy “mocinho”, a qual é citada em uma cena na floresta, mas sem imagens e razões reflexivas ao telespectador.
O filme, por esta falta de detalhes, acaba sendo simplista. Não é nada memorável em meio a estante dos colecionadores de filmes do gênero, mas é divertido.
Se você procura algo novo no gênero, Oeste Sem Lei é uma boa pedida.