O que é ser fã? Fã de alguma coisa. Um fanático por um livro, série, filme, jogo ou qualquer que seja o objeto de seu amor.

Certa vez, estava num fã-clube de Star Wars (não vou entrar no mérito do nome) e vi a seguinte postagem: “Diz que é ‘fan’ de Star Wars mas não tem bonequinho“. Saí logo em seguida.

Porém, pelo menos para uma coisa boa serviu esse post, ele me fez refletir sobre o seguinte ponto: Será que, ser fã, é amar somente aquilo que seja da obra em questão? Ou discriminar todos aqueles que não gostam ou que não conhecem a sua amada obra? Ou, pior ainda, discriminar até mesmo aqueles que gostam da obra, mas não conhecem tanto assim sobre o Universo?

Algo que você vê, frequentemente, nos grupos de facebook, é uma legião de nerds que não se contentam, somente, em declarar seu amor a Star Wars, Senhor dos Anéis, Star Trek, Harry Potter, etc., eles precisam declarar guerra e se tornarem haters de tudo que não pertença ao seu clube.

Logicamente, algumas vezes rolam umas brincadeiras, algo perfeitamente normal e engraçado. Mas estou falando dos casos sérios, quando rola uma total discriminação e a famosa “zoeira” em cima de alguém que, às vezes, só confundiu o nome do personagem. Já vi casos de pessoas que se afastaram do mundo nerd por conta de ataques feitos. Essa rivalidade e essa “zoeira” já passaram do limite. Creio que esteja na hora de mudar isso pois, independente de franquias, somos todos uma grande legião de nerds, compartilhando um estilo de vida semelhante, apesar dos gostos diferentes. Somos uma grande comunidade.

Para finalizar, deixo aqui um breve relato da minha relação com Star Wars:
Desde que me conheço por gente, sei que Darth Vader é pai do Luke, me empolgo com o tema da saga, odeio Jabba com todas as minhas forças e admiro Jango Fett. Quando tinha 4 anos, pintei, com guache, a máscara de Vader. Quando tinha meus 05/06 anos, travava inúmeros duelos de sabre de luz com o meu pai. Numa vez, esperando começar a tão aguardada estreia do episódio III, na Globo, eu e meu pai duelávamos quando, para nossa tristeza, a televisão queimou. Após uns segundos de silêncio, ele disse: “Você encostou seu sabre de luz nela. Parabéns.”. Caímos na gargalhada. Até hoje, a cena do pôr dos sóis, do episódio IV, eu sinto um mix de emoções que sintetizam tudo o que vou sentir ao longo dos episódios. Me emociono vendo Vader se despedir de Luke, dizendo que ele sempre esteve certo. Me emociono, também, e me arrepio toda vez que ouço o tema da Força. Não gosto dos episódios I e II, mas não os desconsidero da linha temporal do filme e entendo sua importância para a expansão do universo pré B.Y. (Batalha de Yavin).

Bom, não tinha nenhum bonequinho, mas acho que posso me considerar um fã, hehe.