Homem-Formiga e a Vespa |Crítica

Filme é um dos mais divertidos da Marvel, e isso é praticamente tudo. Mas, ainda assim, diverte e entrega ótimas cenas de ação!

Como um contraste para os eventos tristes e dramáticos de Vingadores: Guerra Infinita, o novo filme do Homem-Formiga chega para trazer alegrias e risadas aos fãs do Universo Cinematográfico Marvel. Confira a nossa crítica de Homem-Formiga e a Vespa!

A trama se passa alguns momentos após os eventos de Capitão América: Guerra Civil, e vemos Scott Lang cumprindo prisão domiciliar, monitorado por uma tornozeleira eletrônica e pelo carismático agente Jimmy Woo (Randall Park). Tentando levar uma vida normal, Scott se diverte com sua filha brincando com aventuras pela casa, passa seu tempo tocando bateria eletrônica e jogando para se divertir.

O filme apresenta uma atmosfera leve e descontraída, em total contraste aos filmes anteriores, mesmo Guardiões da galáxia vol.2 não chega a ter a comédia que Homem-Formiga e a Vespa apresenta. Luiz (Michael Peña), Kurt (Dave Dastmalchian) e Dave (T.I) ficam com o cargo de personagens mais engraçados, mas o destaque vai, inevitavelmente, para Luiz ,que teve mais tempo em tela. O personagem é um tomador de decisões controversas. Muitas delas dão certo, e muitas também dão errado, o que ajuda a conduzir uma parte da trama de forma muito divertida. Os diálogos aleatórios se encaixam bem no tom de comédia do filme, já que interrompem diálogos principais, arrancando risadas do público. As cenas de ação levam a loucura a outro nível, já que a tecnologia criada por Hank Pym (Michael Douglas), quando utilizada nas íngremes ladeiras da cidade de San Francisco, promove momentos insanos e frenéticos.

A trama, porém, não é apenas comédia (felizmente)! A carga emocional gira em torno de Henry e sua filha, Hope (Evangeline Lilly), que acreditam que Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), esposa de Hank, ainda vaga pelo mundo subatômico.  E tendo isso em mente, não medem esforços com a esperança de trazê-la de volta, seja nas cenas que envolvem perseguições policiais e fugas, ou mesmo enfrentando a misteriosa Fantasma (Hanna John-Kamen), que representa a grande ameaça do filme.

Todos esses fatos trarão ao público um filme leve e divertido, uma aventura de menor escala (há!), já que não temos uma ameaça titânica (há!) intergaláctica, mas sim uma trama resumida a um acidente científico que precisa ser solucionado e, para isso, muita confusão vai acontecer.

Vemos os atores muito à vontade em seus papéis, Paul Rudd e Evangeline Lilly em total sintonia e Michael Douglas se divertindo com seu papel de cientista ranzinza. Michael Peña, diga-se de passagem, brilhou nesse filme.

Homem-Formiga e a Vespa é um bom filme, uma continuação que dá certo e consegue ser tão boa quanto seu antecessor. O trabalho dos roteiristas junto à direção trazem um filme para ser visto com a família e sem ter maiores preocupações.

Podemos destacar como ponto alto a Vespa, vivida por Evangeline Lily, que é um personagem com grande potencial e que já conquistou os fãs desde o primeiro filme do Homem-Formiga. Agora, a heroína finalmente ganha os holofotes e divide o título com Scott Lang em Homem-Formiga e a Vespa.

As soluções que o roteiro encontra para os acontecimentos apresentados na trama são rasas, previsíveis e, inclusive, um pouco preguiçosas. O filme não se arrisca a ser maior do que o primeiro e se contenta em ser “mais uma comédia da Marvel”, um filme pequeno, se comparado com Guerra Infinita, e que pode quebrar as expectativas de muitos espectadores, que aguardam com ansiedade alguma coisa relacionada ao próximo Vingadores (até existe alguma coisa, mas você precisa ficar atento até o final do filme).

A cena pós-créditos é digna de nota. Não comentaremos para não estragarmos a surpresa – mas é algo que você precisa ver!

A trilha sonora de Homem-Formiga e A Vespa não é nada fora do comum também. É como a do primeiro filme, que remete a filmes de assalto e não apresenta nada memorável, e é completamente compreensível.

Por fim, é preciso dizer que o fã não deve criar muitas expectativas quanto à seriedade do filme. Pelo rumo da franquia, já ficou bem claro que a Marvel não está disposta a oferecer nada grandioso para o Homem-Formiga em seus filmes solo, e qualquer continuação deve carregar o tom do primeiro filme, que deu muito certo. A preocupação que fica é: até quando isso irá funcionar? Será que o personagem não merece um final de trilogia que o coloque em destaque como um grande Vingador? Só o tempo irá dizer!

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