Agents of SHIELD: final explosivo marca o início de uma temporada chocante

Final de temporada pavimenta o caminho para uma quarta temporada mais chocante e brilhante que as anteriores.

Que Agents of S.H.I.E.L.D. (Agentes da S.H.I.E.L.D. no Brasil) começou com tropeços é inegável, porém, graças à insistência da ABC e da Marvel, a série se tornou uma das melhores dentro do gênero, senão a melhor, e desde o crossover com Capitão América: Soldado Invernal, ainda na primeira temporada, a série não pára de crescer e fazer inveja à concorrência. Caso não tenha assistido à série e queira evitar spoilers, pare por aqui.

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O episódio duplo que marcou o final da terceira temporada concluiu os eventos mostrados nos episódios anteriores, desde a vinda do sinistro Hive (Colméia, no Brasil) para a Terra, até a revelação sobre o agente que morreria no final da temporada, como visto durante as visões de Daisy Johnson alguns episódios atrás.

No fim das contas, não foi Mackie, Fitz, Daisy, ou mesmo Slingshot que acabou partindo rumo à morte no quinjet. Lincoln (Luke Mitchell) se sacrificou para salvar Daisy, evitando que a mesma cumprisse a própria profecia, entrando na aeronave para colocar um fim em Hive. A ironia é que o inumano, que nunca se encaixou muito bem na equipe de Coulson, foi o responsável por salvar não apenas a mulher que ama, mas toda a equipe e o planeta.

“Salvar a garota que eu amo e o mundo ao mesmo tempo? Parece a coisa certa a se fazer,” disse Lincoln a Daisy, enquanto a mesma implorava para que ele não se sacrificasse.

O episódio não podia terminar sem que finalmente víssemos a cara de polvo que deu origem ao símbolo da H.Y.D.R.A. no MCU.

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Hive nos quadrinhos (esquerda) e na série (direita).

Antes da explosão da bomba que transformaria parte da Europa em um monte de inumanos defeituosos matar Lincoln e Hive, somos apresentados a um lado menos vilanesco do personagem, que volta a falar sobre seu objetivo de “mudar o mundo”. Aqui não temos uma batalha frenética entre dois superseres, mas sim uma conversa. E esse foi um dos pontos altos do episódio, pois os produtores conseguiram, mais uma vez, mostrar que nem tudo é preto e branco, e que a linha entre o bem e o mal é uma questão de perspectiva. Ponto para a Marvel, ponto para a ABC.

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O episódio termina com um (bem chocante) avanço de 6 meses no tempo, onde vemos Daisy já consolidada como Quake (Tremor). A personagem é agora uma fugitiva com um estilo meio gótico, que está por aí causando um pouco de caos quando não está ajudando alguém ou cumprindo promessas do passado. Não há informações sobre os Vingadores ou Defensores, mas dá pra ver que o mundo não está tratando seres aprimorados de maneira muito diferente do que foi visto em Guerra Civil ou nos episódios anteriores da série. É evidente que o Acordo de Sokovia está em vigor.

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Coulson já não é mais diretor da S.H.I.E.L.D. Isso pode indicar que Nick Fury esteja de volta no jogo, ou quem sabe, Maria Hill. A agência já não parece mais estar operando nas sombras, provavelmente opera oficialmente, como o Gen. Talbot gostaria que acontecesse, e talvez, o próprio Talbot seja o novo diretor, através de uma possível fusão da S.H.I.E.L.D. com o A.T.C.U.

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Os L.M.D. (Life Model Decoy) foram finalmente introduzidos ao Universo Marvel. Nos quadrinhos, os robôs são réplicas perfeitas de diversos agentes e heróis, que muitas vezes morrem no lugar dos verdadeiros. Nick Fury já escapou da morte diversas vezes por conta dos L.M.D.

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Outro ponto notável é que Daisy meio que saiu voando com ondas de choque, uma coisa meio Jessica Jones.

Se Hive morreu e como o Universo Marvel ficará daqui em diante só poderemos dizer após a estreia da quarta temporada da série, que acontece no outono americano.

A referência a Star Wars proferida por Coulson foi, no mínimo, sensacional.

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